Elaine Gomes
Trabalho é algo que o ser humano sente-se realizado, intencionalmente e conscientemente com o objetivo de executar atividades que tenha valor para o próprio individuo.
A precarização do trabalho de enfermagem baseia-se no concebimento que o profissional banaliza a profissão com a falta de interesse para com os instrumentos a serem usados de forma objetiva, não apenas artefatos físicos de que se utiliza, é de suma importância que uma enfermeira que aplica injeção ou administra drogas prescritas certifique-se de seus conhecimentos: anatomia, fisiologia, farmacologia, microbiologia, , ética, comunicação, psicologia, semiotecnia, e interligue também habilidades e atividades de maniera peculiar, voltadas para as necessidades do paciente, promovendo satisfação na assistência á saúde.
A precarização nesta área de saúde, ocorre quando o profissional enxerga sua atividade como instrumento apenas de renda e aceita condições desfavoráveis, para trabalhar, com duas ou três longas jornadas de trabalho, submetendo-se a compactuar com ideologia capital , dos contratos trabalhistas, comprometendo a saúde dos indivíduos a serem cuidados.
FRACOLLI LA , granja GF, A utilização da categoria processo de trabalho pela enfermagem brasileira: uma análise bibliografica , Rev. esc. de enferm. USP, 2005; 39 ( Est) : 597-602.
"A boa saúde é mais agradável àqueles que retornaram de grave doença do que àqueles que nunca tiveram o corpo doente." (Cícero)
segunda-feira, 28 de maio de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
A ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM DIANTE DO PROCESSO DE PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO
Por: CARINA DAMASCENO DA COSTA.
Como uma ciência
humana, a Enfermagem tem e necessita de conhecimento técnico e cientifico para
realizar o cuidar, tratando o estado de saúde e de doença, envolvendo a
intimidade de cada individuo.
Tendo o
cuidar como núcleo de responsabilidade, os profissionais de enfermagem
enfrentam barreiras para atender a demanda que necessita de um cuidado humanizado.
Os impasses
encontrados se caracterizam com as horas de trabalho, a falta de piso salarial,
o conflito entre os profissionais da mesma área, desorganização do serviço, superlotação,
falta de material e a estrutura da unidade não oferecendo suporte para o
acolhimento desta classe.
Esses problemas
acarretam o anestesiamento e alienação do profissional, levando a precarização do trabalho e respectivamente
do serviço prestado. Tais fatores influenciam no gerenciamento e aproximação enfermeiro-paciente,
com declínio na construção da saúde coletiva.
De acordo
com tais dificuldades, o enfermeiro deve lutar pelos seus direitos, mas, atendendo
seus deveres como profissional da área de saúde. Sua atuação deve ser baseada
em autonomia, reflexão, justiça social, responsabilidade e em consonância com
os preceitos éticos e legais que regem a profissão para assim poder suprir as próprias
necessidades quando aos dos indivíduos que serão oferecidos à assistência.
Letícia Rosa Muniz
Visando o cuidado
para com o paciente, é necessário que o profissional de enfermagem adéqüe-se ás
normas e rotinas da instituição em que trabalha para uma melhor assistência ao
cliente.
Assim como todas as profissões
existem qualidades e defeitos, na área de saúde não é diferente: falta de
materias, falta de estrutura física das instituições hospitalares, noites mal
dormidas, maus hábitos alimentares. Esses fatores são característicos ao
processo de trabalho da enfermagem, exercendo uma intensa influência na
qualidade de vida desses profissionais. Para Mantovani et al ( 2009)
essas conseqüências são decorrentes do dia-a-dia dos enfermeiros,
havendo uma grande probabilidade para adquirir doenças que estão
diretamente interligadas ao ambiente de trabalho em que esses
trabalhadores encontram-se expostos. De acordo com Santos et al
(2010) por conseqüência do grande numero de enfermeiros no mercado de
trabalho, os profissionais mais jovens são obrigados a cumprir uma elevada
carga horária de trabalho, fator esse, que influencia fortemente para o
aparecimento de algumas doenças, entre elas o stress.
Sabemos que as
dificuldades fazem parte do cotidiano de qualquer ser humano, mas é necessário
que haja: perseverança, esperança, e união entre os profissionais de enfermagem
para não habituar-se á precarização em que frequentemente são submetidos.
MANTOVANI, et AL. Panorama da produção do conhecimento em enfermagem na
saúde do trabalhador: impacto e perspectivas. Revista brasileira de enfermagem, Brasilia , v. 62 , nº 5, sept/oct de 2009.
Disponivel em : <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672009000500024>
Acesso em : 24 de maio de 2012
SANTOS, et AL. O estresse do enfermeiro nas unidades de terapia
intensiva adulto: uma revisão da literatura. SMAD, Rev. Eletrônica
Saúde Mental Álcool Drog. (Ed. port.), Ribeirão Preto, v. 6, nº 1, 2010.
Disponível em : <http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?pid=S1806 69762010000100014&script=sci_arttext>
Acesso em : 26 de maio de 2012.
Atividade 02.
Se analisarmos as transformações
do modelo econômico global no contexto da globalização econômica dois fenômenos
seriam fundamentais ,não só para que se compreenda a atividade produtiva, mas
para que também se entenda o papel social de cada profissional.
Estes fenômenos que aconteceram
de maneira simultânea e se apresentam para o Brasil em 1990, são precarização e
a flexibilização do trabalho. Estes são responsáveis por uma acentuação da
violência no âmbito social, e pelo desencadeamento de diversas doenças
somáticas. O que fazer para atender os trabalhadores suscetíveis a estes
processos? Este é um desafio para nós profissionais de saúde que estamos
vinculados ao sistema público de saúde brasileiro, caracterizado por ser
acessível ao conjunto de trabalhadores. Isso porque a enfermagem precisa
atender também as necessidades sociais.
Futuros colegas, neste contexto
devemos pensar de duas formas: Como nós estamos para o processo de
flexibilização do trabalho, como contratados, e como nós estamos para atender pacientes
submetidos a este fenômeno? Precisamos atuar de forma a prestar um cuidado,
mediando – o para a equipe de enfermagem e de saúde. E acima de tudo educando
em saúde.
CARDOSO, ANA LÚCIA. O TRABALHO DA
ENFERMAGEM: análise e perspectivas. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/reben/v56n6/a16v56n6.pdf, acessado em 23 de maio de
2012 às 19h 19min.
GOMEZ MINAVO, CARLOS E FONSECA,
SONIA MARIA. Precarização do trabalho e desproteção social: Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/csc/v4n2/7123.pdf, acessado em 23 de maio de 2012 as
19h 21min.
Naildes Almeida da Conceição
Naildes Almeida da Conceição
domingo, 6 de maio de 2012
Atividade 1: O cuidado de enfermagem e o corpo
Objetivo: Refletir sobre a ação interativa entre a enfermagem e o ser humano cuidado
Atividade: Individual
Prazo: postar até 14/05 (segunda)
Procedimentos: Fazer um comentário do parágrafo abaixo como uma postagem no próprio blog. O aluno deve Identificar pelo menos seu primeiro nome. O comentário deve ser reflexivo e original. Se copiar trechos da internet mencione a fonte. Se utilizar sites ou livros mencione.
" O cuidar envolve verdadeiramente uma ação interativa. O ato de cuidar na enfermagem estabelece uma relação muito próxima, íntima muitas vezes, de contato físico intenso e permeado por várias sensações e sentimentos.
Essa atuação diretamente sobre o corpo do outro, faz com que os alunos de enfermagem entrem em contato com a intimidade do cliente" (Lima e Brêtas, 2006)
Com base nesse parágrafo, como você, estudante de enfermagem, percebe o corpo do outro?
*Resposta dos alunos nos comentários.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
GOTA - Hiperuricemia
Caso clínico: GOTA
O Sr. HDF, 58 anos, sexo masculino, negro, caminhoneiro, procedente, procurou o ambulatório do Pronto Socorro queixando-se de forte dor no hálux direito.
O paciente chegou ao ambulatório calçando um chinelo no pé direito porque não conseguia colocar o sapato. O paciente relata que o problema se iniciou há três dias. No primeiro dia tomou Tylenol que não fez nenhum efeito. Passou então a tomar um comprimido de Melhoral de 6 em 6 horas. A dor aliviou um pouco, mas notou que o pé também estava ficando inchado e quente.
Continuou tomando Melhoral 3x/dia.Procurou atendimento porque acordara de madrugada com muita dor e que até o toque das cobertas o incomodava demais. Sentia muita dor no dedo e o pé estava muito inchado, vermelho, o que o impedia de calçar o sapato.
O paciente relata também que sente dores nas articulações desde os 40 anos de idade e que nunca procurou atendimento achando que deveria ser um reumatismo e que se tratava tomando Aspirina, Melhoral, chás que alguém recomendava. Mas que desta vez a coisa ficou feia. O paciente relata que bebe “socialmente (gosta de cerveja). Tem um histórico de hipertensão e que toma um diurético (clorotiazida) e um anti-hipertensivo (Enalapril).
Ao exame físico o paciente apresentava temperatura axilar de 37º C; frequência cardíaca de 98 bpm e pressão arterial de 155 x 100 mmHg; altura 1,70m; peso 89kg. Além do edema observado no hálux direito o paciente também apresentava discreto edema nas demais articulações metatarsofalengeanas e nas articulações dos dedos da mão.
Dados laboratoriais: Hemograma completo normal; Cálcio 9,2mg/dl; Fosfato 4,3 mg/dL; Prova de função hepática e renal normais; Urinálise normal; Fator reumatóide normal; Ácido úrico 10,4mg/dL
TRATAMENTO:
Foi medicado com Arcoxia 120mg (um comprimido uma vez ao dia) e Colchicine 0,5mg (uma cápsula três vezes ao dia) e recomendou que o paciente retornasse assim que melhorasse.
Após 15 dias o paciente retorna assintomático e recebe orientações comportamentais e dietéticas.
ABORDAGEM DA EQUIPE DE ENFERMAGEM FRENTE A CRISE DE GOTA:
A Gota é uma doença caracterizada pela elevação de ácido úrico no sangue e surtos de artrite aguda secundários ao depósito de cristais de monourato de sódio. Entretanto, somente 20% dos hiperuricêmicos terão gota. Ou seja, ter ácido úrico alto não é igual a gota. Manifestando crises de artrite, provocando dores insuportáveis.
Assim, a equipe de enfermagem deve realizar algumas condutas, diante do diagnóstico de enfermagem, visando minimar a crise:
Diagnóstico:
· INSONIA, caracterizada pela
dificuldade para adormecer, relacionada ao desconforto físico.
· MOBILIDADE FÍSICA PREJUDICADA, caracterizada pela capacidade limitada para desempenhar as habilidades motoras finas e grossas, relacionada à dor.
· DÉFICIT NO AUTOCUIDADO PARA VESTIR-SE, caracterizada por capacidade prejudicada de calçar meias, sapatos, vestuário necessário, relacionada a dor.
· RISCO DE INTEGRIDADE DA PELE PREJUDICADA, relacionada a imobilização física.
· RISCO DE QUEDAS, relacionada a mobilidade física prejudicada.
· CONFORTO PREJUDICADO, caracterizado pela incapacidade de relaxar.
· MOBILIDADE FÍSICA PREJUDICADA, caracterizada pela capacidade limitada para desempenhar as habilidades motoras finas e grossas, relacionada à dor.
· DÉFICIT NO AUTOCUIDADO PARA VESTIR-SE, caracterizada por capacidade prejudicada de calçar meias, sapatos, vestuário necessário, relacionada a dor.
· RISCO DE INTEGRIDADE DA PELE PREJUDICADA, relacionada a imobilização física.
· RISCO DE QUEDAS, relacionada a mobilidade física prejudicada.
· CONFORTO PREJUDICADO, caracterizado pela incapacidade de relaxar.
Para alívio da dor:
1. Colaborar com o cliente na identificação de métodos para reduzir a intesidade da dor;
2. Relatar com cliente a sua aceitação de sua resposta à dor
a) Reconhecer a presença da dor;
b) Ouvir atentamente as descrições de dor;
c) Transmitir que a innvestigação da dor é para melhor entender a sua natureza;
3. Dar passos na redução do medo e na correção de informacões incorretas
a) Explicar as causas da dor;
b) Relatar o quanto a dor irá durar, se souber;
c) Se indicado, proprocionar informacões corretas para reduzir o medo de adição ao medicamento para dor.
4. Proporcionar ao Cliente privacidade em sua experiência de dor;
5. Proporcionar o alívio ideal da dor com analgésicos prescritos
a) Usar uma abordagem preventiva; instruir o cliente a solicitar medicação para dor conforme necessário antes que ela se torne severa;
b) Após administração da medicação para alívio da dor, retornar em meia hora para pedir ao cliente que estime a severidade da dor. Comparar com a estimativa anterior à administração da medicação para avaliar o alívio proporcionado;
6. Administrar medicamentos que aliviam a dor e ensinar a auto-administração, conforme prescritos em caso de retorno ao domicílio;
7. Incentivar o aumento da ingesta hídrica para ajudar na excreção do ácido úrico e reduzir a possibilidade da formação de cálculos;
8. Instruir o paciente sobre a necessidade de tomar os medicamentos prescritos de maneira regular, porque as interrupções no tratamento pode precipitar crises agudas ou causar cronicidade da doença;
Mobilidade física deficiente devida à artrite
1. Elevar e proteger a articulação afectada durante as crises agudas
2. Ajudar nas atividades diárias
3. Incentivar exercício e a manutenção de uma atividade rotineira na gota cronica, exceto durante as crises agudas
4. Proteger os tofos que estejam drenado, cobrindo e aplicando pomadas de antibiotico, coforme necessárias.
De acordo com Brunner & Smeltzer (2009), a manutenção do peso corporal normal deve ser incentivada. Em um episódio agudo de artrite gotosa, é essencial o controle da dor, com os medicamentos prescritos, juntamente com a prevenção dos fatores que aumenta a dor e inflamação, como trauma, estresse e álcool.
Referências:
CARPENITO, Lynda Juall. Planos de cuidados de enfermagem
e documentação: Diagnóstico de enfermagem e problemas colaborativos. 2 ed.
Porto alegre: Artmed, 2002. p.219-329.
DIAGNÓSTICO
de enfermagem da NANDA: Definições e classificação-2009-2011/ NANDA
Internacional; tradução Regina Machado Garcez.- Porto Alegre: Artmed, 2010. 456
p.
SMELTZER, Suzanne C.et. Al.. Brunner e Suddarth: tratado
de enfermagem médico-cirúrgica. 11ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.v.
3. p.1623-1625.
SMELTZER, Suzanne C.et. Al.. Brunner e Suddarth: tratado
de enfermagem médico-cirúrgica. 11ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. V.1.
p.214-230.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Diagnóstico e Intervenção da Enfermagem

Em muitos contextos de prática, os profissionais de enfermagem encontram pacientes com função neurológica alterada. Precisam ser hábeis na avaliação do Sistema Neurológico, seja avaliação generalizada ou dirigida a áreas funcionais específicas. Em qualquer desses casos, a avaliação exige um conhecimento da anatomia e da fisiologia do sistema nervoso e uma compreensão da gama de testes e procedimento usados no diagnóstico dos transtornos neurológicos. Com base nos dados do histórico, os principais diagnóstico de enfermagem do paciente com traumatismo craniano podem incluir os seguintes:
- Risco de infecção, relacionado a trauma e procedimentos invasivos.
Intervenção- fornecer
cuidado asséptico, manter uma boa técnica de lavagem das mãos; observar áreas
de integridade da pele comprometida como feridas, linhas de sutura, sitio de
inserção de acesso venoso), observando características de drenagem e presença
de inflamação; manter higiene geral.
- Perfusão tissular cerebral prejudicada, relacionada a trauma encefálico.
Intervenção- determinar
fatores relacionados à situação da pessoa, causa do coma/ perfusão cerebral
reduzida e potencial para aumento da PIC; elevar a cabeceira 30º; avaliar a
gasometria, quando a saturação for menor que 85%; monitorar/registrar o estado
neurológico frequentemente e comprar os dados basais, por exemplo, escala de coma de Glasgow;
monitorar os sinais vitais.
- Processos familiares disfuncionais, relacionado a ausência de responsividade do paciente.
Intervenção- manter a
família informada do estado do paciente e encorajar a família a continuar
estabelecendo objetivos de curto prazo e bem definidos
- Risco de sangramento, relacionado ao trauma.
Intervenção- observar a
integridade do curativo, se houver; observar focos de sangramento, observa a
PA.
- Troca de gases prejudicada, caracterizada por desequilíbrio na ventilação-perfusão, relacionada a hipóxia e hipoxemia.
Intervenção-manter
ventilação controlada; observar os alarmes; monitorizar respiração; ausculta de
sons respiratórios.
Referências:
Diagnóstico de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2009-2011/Nanda Internacional; tradução Regina Machado Garcez-Porto Alegre: Artmed, 2010. 456 p.
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